terça-feira, 7 de junho de 2011

PADRE MÁRIO DE OLIVEIRA


A troika acaba de perder o seu melhor aliado

Desde domingo, o País está livre de José Sócrates, primeiro-ministro. Pelo menos, durante os próximos quatro anos. A troika europeia e do FMI acaba de perder o seu melhor aliado. Mentiroso compulsivo como nenhum outro governante da União Europeia. Inculto, ainda que de verbo fácil e veloz, com frases construídas sempre segundo o mesmo molde mental. Louco de mais pelo Poder, mas que ele, habilmente, disfarça de empenho pelo País. Gastador sem limites, dos dinheiros do Estado. Magalómano-num-País-de-Populações-ainda-dobradas-ao-clero-às deusas-e-deuses-aos-Pintos-da-Costa-e-outros-Padrinhos-de Máfias. Déspota, todo eu-sou-quero-posso-e-mando, O Partido-Socialista-sou-eu! Com manha de sete raposas e fôlego de sete gatos, quando se trata da luta pela conquista do Poder Político. Muito mais maquiavélico que o próprio Maquiavel, Autor de O Príncipe.

Aliás, agora, que, estrategicamente, acaba de anunciar que regressa à sua condição de militante de base do PS (a frase, apenas um slogan de cassete mais, que ele repete sem saber o que está a dizer, sai-lhe assim, boca fora, como quase todas as frases que a sua boca atira para os microfones e para as câmaras de tvs), uma das ocupações em que tem garantido sucesso, é escrever e editar O Novo Príncipe, de José Sócrates. É best-seller de certeza, com tradução em todas as línguas da Europa e do resto do Mundo. Mesmo entre os Índios da Amazónia, para, também eles, aprenderem a deixar de ser tão Humanos, no seu Pensar, no seu Decidir e no seu Fazer.

Os da troika vão ter de se haver, agora, com um tal Pedro Passos Coelho. Oficialmente, é ele o sucessor de José Sócrates, por agora, ainda sem quase nenhuma das suas inúmeras manhas. Mas, como o próximo Governo é de coligação, o primeiro-ministro efectivo, é Paulo Portas, outro José Sócrates, só que do CDS /PP. Nos próximos 4 anos, as Feiras e os mercados do país podem esperar, que ele não será visto por lá. E, se for, é com aquela pose de primeiro-ministro, mesmo que a sua, não venha a ser essa pasta. Nem que seja ministro do mar ou da agricultura, a pose e o mando são sempre de primeiro-ministro. Mas ele exigirá uma pasta paralela, ou um tudo-nada abaixo da do primeiro-ministro. Vice-primeiro-ministro, por exemplo. Ou primeiro-ministro 2. Num frente-a-frente com José Sócrates, Paulo Portas vence todos os combates. José Sócrates vai sucessivamente ao tapete. O homem só fez uma escolha errada, na vida de Político profissional. Meteu-se no CDS e, algum tempo depois, deu um ponta-pé no cu do Fundador, Freitas do Amaral, e refundou o CDS, como PP, o CDS de Paulo Portas (pensam que o PP é coincidência? Quanta ingenuidade! Coincidências, com Paulo Portas?!) Pretende ser o elefante do Poder Político e escolhe uma gaiola de pássaro, para chegar lá? Deveria ter feito como José Sócrates. Ia directo ao PS. E, há muito que seria o primeiro, do Governo de Portugal, por exemplo, em lugar do António Guterres, católico de confissão semanal ao padre Milícias, sempre de hábito vestido, para parecer que é franciscano, quando tem sonhos, ambições, desejos e proveitos como os do rico pai de Francisco de Assis, apenas com o formal voto de pobreza que ele logo transmuta em riqueza, com a mesma facilidade com que todos os dias transmuta a hóstia da missa em corpo de cristo e o vinho da missa em sangue de cristo!

Matreiro q.b.

Desembaraçado do cargo de líder do PS, José Sócrates já não tem nada a ver com a troika, nem com o documento assinado por ele, enquanto primeiro-ministro. O primeiro-ministro, agora, é outro. Sócrates sabe, melhor do que ninguém, como está o País e, matreiro q.b., entrega a batata quente ao inexperiente e com ar de seminarista, Passos Coelho. As gargalhadas que já está farto de dar, desde que os jornalistas o deixam em paz, depois daquela estopada de vir protestar o seu louco amor a Portugal e aos Portugueses, na noite do dia 5 de Junho. Todas as palavras e frases do seu longo discurso, perante a clamorosa derrota que recolhe nas urnas, é apenas para cumprir o protocolo. Nem o PS, nem as Populações podem levar a sério aquelas suas palavras. Só os ignorantes em maquiavelismo político. Uma frase, apenas uma frase, ele diz nesse discurso sem fim, que corresponde por inteiro à verdade. Sinto-me hoje profundamente feliz! Deveria dizer, Sinto-me profundamente satisfeito. Mas, no seu curtíssimo vocabulário, feliz e satisfeito são duas palavras distintas para traduzirem o mesmo sentimento. Mas só no seu curtíssimo vocabulário. Porque, satisfeito, José Sócrates tem mais que motivos para estar. Feliz, é que não. Satisfeito, sim, porque, sem que o próprio se aperceba de tal, acaba de passar ao seu Inimigo n.º 1, a batata quente da governação, sem, entretanto, ter, ele próprio, de passar para a História, como o que desiste, tal como faz António Guterres, ou, então, como o que foge, como faz Durão Barroso. Pelo contrário, passa a batata quente da governação ao seu principal Inimigo e ainda se faz passar à História como o-que-vai-à-luta e o-que-dá-a-cara. Mas é tudo teatro, no pior dos sentidos. É tudo Hipocrisia.

Já não são capazes de viver sem aquela arena

Vai-se José Sócrates, vem Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, exactamente, por esta ordem. Os dois Partidos são a maioria que faz e desfaz. Nem os deputados do PS-sem-José-Sócrates, nem os deputados do PCP-Verdes do Jerónimo, nem os deputados do BE (mas que tombo, Francisco Loucã, nestas eleições!) são precisos no Parlamento. Estarão lá, todos os dias, porque, de tão viciados e de tão estéreis, já não são capazes de viver sem aquela arena. De resto, a troika paga-lhes todos os meses, para eles estarem lá, a animar a arena parlamentar. Os telejornais, as rádios e os jornais vivem disso. Tal como os três diários exclusivamente desportivos vivem das arenas do Futebol dos Milhões, que são os Estádios de luxo. Tirem o Poder Político e o Futebol dos Milhões às tvs, às

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PADRE MÁRIO DE OLIVEIRA
MACIEIRA DA LIXA

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