quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RECLAMAMOS A VIDA


Os tempos estão a mudar. Apesar desta aparente calmaria, o desespero começa a vir ao de cima. Há aqueles que já nada têm e aqueles que já nada têm a perder. Em França, na Grécia, na Islândia. Há uma Europa que já não aceita a ditadura estúpida dos mercados, dos agiotas, dos banqueiros nem as políticas de austeridade dos governos ao serviço daqueles. Por isso se partem montras, delegações bancárias, se incendeiam automóveis, se enviam explosivos aos políticos do regime. Porque, de facto, nada há a perder. Porque, de facto, obedecer aos mercados é obedecer aos especuladores que apenas se regem pela lei da máxima vantagem imediata, sem olhar a meios, pelo sacar à custa do outro, pelo capitalismo no seu estado bruto. Os mercados, Obama, Durão Barroso, Angela Merkel, José Sócrates, são todos inimigos da vida e da criação, querem todos castrar o homem e matar o homem livre a construir. Não pode haver qualquer compromisso com essas entidades ou indivíduos. As manifestações paralelas à cimeira da NATO irão prová-lo uma vez mais. Reclamamos a vida, não a paz podre dos mercados e dos banqueiros. Não aceitamos mais. Reclamamos a vida.